No meu Ensino Médio (antigo Segundo Grau), no Colégio Estadual Alberto Conte, em São Paulo, o professor de Química foi o principal incentivador da minha escolha pela ciência química. Ele era um grande entusiasta da disciplina e encontrava diferentes maneiras de nos conduzir a esse universo. Para mim, isso se tornou especialmente marcante em um trabalho de niquelação e cromagem. Aos 16 anos, sem as facilidades de busca que existem hoje, eu e meu grupo buscamos orientação técnica no SENAI, onde fomos recebidas com atenção e apoio dos professores. A experiência deu certo, e esse contato prático com a Química foi decisivo: ali começou a se consolidar a certeza de que eu queria seguir carreira na área.
Ingressei no curso de Química no Instituto de Química de São Carlos (USP), onde iniciei minha trajetória em pesquisa com bolsas de Iniciação Científica do CNPq. Ainda na graduação, atuei inicialmente em eletroquímica e, depois, em um projeto de conversão de combustíveis alternativos, trabalhando com bagaço de cana visando a obtenção de insumos, uma experiência que fortaleceu meu interesse por processos e aplicações. Meu mestrado também foi no IQSC-USP.
Em 1996, iniciei o doutorado no Departamento de Química da UFMG, integrando o grupo da Profa. Elena Goussevskaia, onde passei a atuar em catálise organometálica e na funcionalização oxidativa de substratos de origem renovável. Aqui declaro toda a minha admiração pela professora Elena e também à grande oportunidade de ter crescido como cientista durante o meu doutorado e de ter feito amizades para a vida toda dentro do Laboratório de Catálise Organometálica da UFMG.
Lembro perfeitamente do meu 1º Congresso Brasileiro de Catálise, que foi em Bento Gonçalves, em 2001. Fiquei encantada com o congresso; as palestras mostravam o desenho do futuro tecnológico em Catálise, tanto no Brasil como no mundo. Desde então, tenho participado de todos, com a mesma curiosidade e alegria do primeiro e com a motivação de encontrar os amigos feitos ao longo dos anos.