A Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat) – Regional 2 dará continuidade ao Ciclo de Conexões R2 com uma nova palestra dedicada à inovação, à pesquisa e ao desenvolvimento de materiais voltados a tecnologias sustentáveis.
Com o tema “Da Catálise aos Ciclos Químicos: Desenvolvimento de Materiais para Tecnologias de Baixo Carbono no Instituto SENAI de Inovação e Energias Renováveis”, o encontro abordará o desenvolvimento de materiais e suas aplicações em tecnologias de baixo carbono, destacando a relação entre catálise, ciclos químicos, inovação e sustentabilidade.
A palestra contará com a participação das pesquisadoras Dra. Iane Maiara Soares de Souza e Dra. Carolina da Silva Costa, do Instituto SENAI de Inovação e Energias Renováveis.
Serviço
Tema: Da Catálise aos Ciclos Químicos: Desenvolvimento de Materiais para Tecnologias de Baixo Carbono no Instituto SENAI de Inovação e Energias Renováveis
Palestrantes: Dra. Iane Maiara Soares de Souza e Dra. Carolina da Silva Costa
Data: 5 de outubro de 2026
Horário: 14h
Modalidade: On-line
Para participar da palestra, é necessário realizar a inscrição previamente pelo formulário disponível no link abaixo:
Participe de mais uma edição do Ciclo de Conexões R2 e acompanhe as discussões sobre ciência, inovação e desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono.

Regional 2 celebra a vencedora do Prêmio Ruth Leibsohn Martins
A Regional 2 da Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat) parabeniza a Profª. Elena Vitalievna Goussevskaia, vencedora do Prêmio e Medalha Ruth Leibsohn Martins, concedido durante o 7º Encontro Regional de Catálise (7º ERCAT).
O prêmio é uma homenagem que reconhece pesquisadores por suas contribuições à Catálise, considerando não apenas a trajetória científica, mas também a colaboração, a formação de pesquisadores e a contribuição para o fortalecimento da comunidade acadêmica.
Com uma trajetória marcada pela dedicação à pesquisa, ao ensino e à formação de novas gerações de cientistas, a Profª. Elena tem uma importante contribuição para o desenvolvimento da Catálise no Brasil e para a consolidação da área no cenário científico nacional e internacional.
Para a Regional 2, é uma satisfação celebrar essa conquista e reconhecer uma trajetória de excelência, dedicação e contribuição à ciência.
Parabéns, Profª. Elena Vitalievna Goussevskaia, por essa merecida homenagem!Que este reconhecimento represente também a celebração de toda a sua trajetória e de sua contribuição para a Catálise.
Estão abertas as inscrições e submissões de trabalhos para o 7º ERCAT – Encontro Regional de Catálise da Regional 2, que acontecerá nos dias 15 e 16 de outubro de 2026, em Belo Horizonte.
O 7º Encontro Regional de Catálise da Regional 2 (7º ERCAT) dará continuidade à tradição dos encontros regionais promovidos pela Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat). O evento reunirá estudantes, pesquisadores, professores e profissionais da indústria em dois dias dedicados à apresentação de pesquisas, ao intercâmbio de conhecimentos e ao debate sobre os avanços científicos na área de catálise.
Os interessados em apresentar trabalhos durante o encontro devem ficar atentos ao prazo. As submissões poderão ser realizadas até 28 de agosto de 2026.
A participação é uma oportunidade para apresentar resultados de pesquisas à comunidade científica, promover a troca de experiências e ampliar a interação entre pesquisadores, estudantes e profissionais que atuam na área.
Para consultar as orientações e enviar o trabalho, acesse a página de submissão de trabalhos do 7º ERCAT.
As inscrições para o 7º ERCAT também estão abertas. Os interessados em acompanhar a programação devem realizar a inscrição e efetuar o pagamento da taxa correspondente à categoria de participação.
Para conferir as informações e garantir sua participação, acesse a página de inscrições do 7º ERCAT.
O encontro representa mais uma oportunidade de fortalecer a comunidade de catálise, aproximar diferentes instituições e estimular a circulação do conhecimento científico.
Inscreva-se, submeta seu trabalho e participe do 7º ERCAT!
Pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em catálise, ciência dos materiais, nanotecnologia e caracterização de materiais terão a oportunidade de participar da palestra "Contribuições em Catálise, Fotocatálise, Eletrocatálise e Nanometrologia: Desenvolvimento de Materiais e Infraestrutura de Caracterização", que será ministrada pela Dr.ª Adriana Maria da Silva, pesquisadora da Divisão de Materiais do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).
O encontro abordará como a integração entre o desenvolvimento de materiais catalíticos avançados, técnicas de fotocatálise, eletrocatálise e os recursos da nanometrologia vem impulsionando a inovação científica e tecnológica, contribuindo para soluções mais eficientes e sustentáveis em diferentes áreas da pesquisa e da indústria.
Durante a palestra, a especialista apresentará a importância da infraestrutura de caracterização de materiais e do rigor metrológico para o desenvolvimento de novos materiais funcionais, destacando como a precisão das medições em escala nanométrica fortalece a confiabilidade dos resultados científicos e acelera a inovação em processos catalíticos.
A atividade representa uma excelente oportunidade para aprofundar conhecimentos sobre os avanços em catálise, nanotecnologia, metrologia aplicada e desenvolvimento de materiais, além de promover a troca de experiências entre pesquisadores e profissionais que atuam nessas áreas estratégicas para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.
Informações da palestra
Tema: Contribuições em Catálise, Fotocatálise, Eletrocatálise e Nanometrologia: Desenvolvimento de Materiais e Infraestrutura de Caracterização
Palestrante: Dr.ª Adriana Maria da Silva
Instituição: Divisão de Materiais – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO)
Data: 20 de agosto de 2026
Horário: 14h
Formato: On-line
Inscrições: Acesse AQUI.

Meu interesse pela química surgiu ainda na infância, quando me encantava com o jogo Pequeno Químico e também observava as cores extraídas a partir de flores, folhas e das plantas. A curiosidade em compreender aquelas transformações despertou meu fascínio pela chamada “química do cotidiano”. O que começou como uma brincadeira infantil tornou-se uma inquietação permanente e acabou definindo minha trajetória profissional.
Formei-me em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde guardo boas lembranças, especialmente das aulas dos professores Vicente Gentil, Eloisa Mano e Giulio Massarani. Além de transmitirem conhecimentos técnicos, eles despertaram em mim a admiração pela capacidade de tornar compreensíveis e acessíveis temas complexos da química e da engenharia química. A forma como articulavam teoria e prática marcou minha formação.
Após a graduação, realizei o mestrado em Engenharia Química na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sob orientação do Prof. Dr. Theo Guenter Kieckbusch, trabalhando com extratos vegetais aplicados à remoção de colesterol da gordura da manteiga.
A utilização de compostos naturais nesse processo despertou ainda mais meu interesse pelo potencial das plantas como fonte de soluções tecnológicas sustentáveis, tema que continua presente em minha trajetória científica.
Na Escola Técnica ECOMPO, em São José dos Campos, atuei como docente das disciplinas de química teórica e experimental para profissionais da indústria. A convivência com alunos trabalhadores despertou meu interesse pela educação e me levou a realizar a complementação pedagógica na Universidade Candido Mendes (UCAM). Nesse período, as leituras de Rubem Alves influenciaram profundamente minha visão sobre o ensino, reforçando a importância da troca de conhecimentos entre professores e alunos.
Meu retorno à pesquisa acadêmica ocorreu por incentivo da professora Wilma Gonzalez e do professor Luiz Borges, do Instituto Militar de Engenharia (IME), que me deram a oportunidade de ingressar no doutorado em Química. A parte experimental da pesquisa foi desenvolvida no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), sob orientação do pesquisador Dr Fabio Bellot, com quem participei de diversos trabalhos relacionados à produção de hidrogênio e à catálise. A ele agradeço pelo incentivo constante e pela contribuição para o fortalecimento dos meus conhecimentos na área de catálise.
Durante o doutorado, concentrei minhas pesquisas no desenvolvimento e na caracterização de novos materiais catalíticos, aprofundando meus conhecimentos em técnicas de microscopia eletrônica de varredura e transmissão. Iniciei minha atuação nessa área em uma época em que a obtenção de imagens ainda era realizada por meio de filmes fotográficos e negativos, acompanhando posteriormente a evolução dos equipamentos e a adoção das câmeras digitais que hoje fazem parte da rotina dos laboratórios. Nessa etapa, agradeço ao professor André Luiz Pinto (IME/CBPF) e à professora Sonia Vasconcelos então microscopista do NUCAT/UFRJ e atualmente docente da UFRJ, pelos ensinamentos e pela contribuição fundamental para minha formação científica.
Ao longo da carreira, atuei no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), onde desenvolvi pesquisas com materiais à base de carbono, especialmente grafeno, sob supervisão do Dr. Bráulio Arcanjo. Nesse período, coordenei um projeto do Programa Prometro que reuniu alunos de Iniciação Científica (PIBIC) do curso de Nanotecnologia da UFRJ, Campus Xerém, além da colaboração de mestres e pesquisadores. Essa experiência reforçou meu interesse por materiais nanométricos à base de carbono e pela construção coletiva do conhecimento científico.
Posteriormente, realizei estágio de pós-doutorado na COPPE/UFRJ, sob supervisão do professor Victor Teixeira, ampliando minha atuação em catálise, geração de hidrogênio e nanomateriais carbonáceos.
De volta ao Instituto Nacional de Tecnologia (INT), expandi minhas pesquisas para áreas como fotocatálise e valorização de biomassa, trabalhando com os pesquisadores Dr. Alexandre Gaspar e Dr. Paulo Gustavo Pries.
Também participei do programa Futuras Cientistas (CETENE), sob supervisão da Dra. Andréa Farias, contribuindo para despertar o interesse de estudantes do ensino médio pela ciência, pela sustentabilidade e pela microscopia eletrônica. Paralelamente, atuei na orientação de estudantes de iniciação científica (PIBIC/CNPq) em projetos relacionados à síntese de fotocatalisadores contendo nanocompósitos de grafeno e nitretos de carbono, bem como ao aproveitamento de resíduos de biomassa para a produção de carvão ativado e grafeno.
Atualmente, participo do Programa Doutor Empreendedor da FAPERJ, estando vinculada ao EMPREENDE/INT, onde desenvolvo tecnologias voltadas à valorização de resíduos de biomassa e à produção de materiais sustentáveis para aplicações ambientais, em colaboração com o LACAT/INT. Nesse contexto, está sendo estruturada uma Startup para promover a transferência das tecnologias desenvolvidas para o mercado. Minha trajetória tem sido guiada pela busca de soluções que integrem ciência, inovação e sustentabilidade, transformando conhecimento científico em benefícios concretos para a sociedade.
Sou grata aos familiares, professores, orientadores, colaboradores e alunos que contribuíram para essa caminhada e para a construção da pessoa e da profissional que sou hoje.
Minha trajetória na catálise começou durante a graduação em Engenharia Química na UFRJ. Em 1991, tive meu primeiro contato com a pesquisa ao participar de um projeto de iniciação científica no Núcleo de Catálise (NUCAT), sob a supervisão do Professor Martin Schmal. Entrar naquele laboratório foi algo muito marcante para mim. Foi ali que tive meus primeiros contatos com técnicas de caracterização, testes catalíticos e com o ambiente da pesquisa científica. Mais do que isso, foi naquele momento que comecei a perceber que queria seguir a carreira acadêmica.Minha trajetória na catálise começou durante a graduação em Engenharia Química na UFRJ.
Em 1991, tive meu primeiro contato com a pesquisa ao participar de um projeto de iniciação científica no Núcleo de Catálise (NUCAT), sob a supervisão do Professor Martin Schmal. Entrar naquele laboratório foi algo muito marcante para mim. Foi ali que tive meus primeiros contatos com técnicas de caracterização, testes catalíticos e com o ambiente da pesquisa científica. Mais do que isso, foi naquele momento que comecei a perceber que queria seguir a carreira acadêmica.Em 1992, conheci o Professor José Luiz Fontes Monteiro ao cursar a disciplina “Cinética e Cálculo de Reatores”. Fiquei encantada pela disciplina e pela forma inspiradora com que ele falava sobre cinética e catálise.
Surgiu, então, a oportunidade de fazer iniciação científica sob sua orientação, trabalhando com zeólitas no NUCAT. Essa experiência foi fundamental para minha formação e para que eu compreendesse melhor a importância da catálise para o desenvolvimento tecnológico do país. Foi também nesse período que a catálise deixou de ser apenas um tema de estudo e passou a fazer parte da minha trajetória de vida. No mestrado e no doutorado na COPPE/UFRJ, continuei trabalhando com catalisadores a base de zeólitas. Foram anos de muito aprendizado e crescimento profissional, convivendo com pesquisadores, professores e colegas que marcaram profundamente minha formação científica e pessoal.Em 2000, iniciei minha atuação como pesquisadora no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), a convite do Dr. Fabio Bellot Noronha. Foi uma fase muito importante da minha carreira, na qual atuei em projetos sobre conversão de gás natural e bioetanol em hidrogênio para aplicação em células a combustível. O INT teve papel fundamental na minha consolidação como pesquisadora, pela experiência técnica e pelas parcerias e amizades construídas naquele período.
Foi também no INT que conheci minha grande amiga e parceira de trabalho Rita de Cássia Colman Simões, com quem compartilho, até hoje, muitos projetos, desafios e conquistas.Desde meu ingresso na Universidade Federal Fluminense, em 2009, venho desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa, orientação e gestão acadêmica ligadas à catálise, energia e sustentabilidade. Na UFF, tive também a oportunidade de conviver com os Professores Fernando Mainier e Fabio Passos, grandes parceiros nas pesquisas e importantes incentivadores do meu trabalho na pós-graduação.Em 2012, juntamente com os professores Rita Colman, Luciane Monteiro e Fernando Mainier, criamos o Laboratório de Energia, Materiais e Meio Ambiente, do qual atualmente sou coordenadora, voltado à formação de recursos humanos e ao desenvolvimento de pesquisas relacionadas aos desafios energéticos e ambientais em parceria com outras instituições e empresas.Atualmente, minhas linhas de pesquisa envolvem o desenvolvimento de catalisadores para produção de hidrogênio de baixo carbono, membranas para separação de CO2, processos catalíticos para conversão de CO2 em produtos de maior valor agregado e, mais recentemente, materiais fotocatalíticos aplicados à produção de hidrogênio e à transformação de compostos aromáticos derivados de biomassa.Ao longo de toda essa trajetória, a Sociedade Brasileira de Catálise esteve presente de forma muito especial.
Foi nos congressos da SBCat que apresentei alguns dos meus primeiros trabalhos científicos, fiz minhas primeiras apresentações orais, conheci pesquisadores que admirava e construí muitas colaborações e amizades. Entre 2011 e 2015, tive também a honra de atuar como vice-supervisora da Regional 2 da SBCat, experiência que reforçou ainda mais meu vínculo com a comunidade de catálise no Brasil.Hoje, olhando para essa caminhada, percebo que a catálise não definiu apenas minha área de atuação. Ela definiu grande parte da minha trajetória profissional e me proporcionou experiências, oportunidades e encontros que marcaram profundamente minha vida acadêmica e pessoal.
No meu Ensino Médio (antigo Segundo Grau), no Colégio Estadual Alberto Conte, em São Paulo, o professor de Química foi o principal incentivador da minha escolha pela ciência química. Ele era um grande entusiasta da disciplina e encontrava diferentes maneiras de nos conduzir a esse universo. Para mim, isso se tornou especialmente marcante em um trabalho de niquelação e cromagem. Aos 16 anos, sem as facilidades de busca que existem hoje, eu e meu grupo buscamos orientação técnica no SENAI, onde fomos recebidas com atenção e apoio dos professores. A experiência deu certo, e esse contato prático com a Química foi decisivo: ali começou a se consolidar a certeza de que eu queria seguir carreira na área.
Ingressei no curso de Química no Instituto de Química de São Carlos (USP), onde iniciei minha trajetória em pesquisa com bolsas de Iniciação Científica do CNPq. Ainda na graduação, atuei inicialmente em eletroquímica e, depois, em um projeto de conversão de combustíveis alternativos, trabalhando com bagaço de cana visando a obtenção de insumos, uma experiência que fortaleceu meu interesse por processos e aplicações. Meu mestrado também foi no IQSC-USP.
Em 1996, iniciei o doutorado no Departamento de Química da UFMG, integrando o grupo da Profa. Elena Goussevskaia, onde passei a atuar em catálise organometálica e na funcionalização oxidativa de substratos de origem renovável. Aqui declaro toda a minha admiração pela professora Elena e também à grande oportunidade de ter crescido como cientista durante o meu doutorado e de ter feito amizades para a vida toda dentro do Laboratório de Catálise Organometálica da UFMG.
Lembro perfeitamente do meu 1º Congresso Brasileiro de Catálise, que foi em Bento Gonçalves, em 2001. Fiquei encantada com o congresso; as palestras mostravam o desenho do futuro tecnológico em Catálise, tanto no Brasil como no mundo. Desde então, tenho participado de todos, com a mesma curiosidade e alegria do primeiro e com a motivação de encontrar os amigos feitos ao longo dos anos.